A cidade de Córdoba viveu uma semana de intenso trabalho focado na convivência universitária e na proteção de direitos. No âmbito do Segundo Intercâmbio de Boas Práticas Europa-América Latina, três atividades académicas reuniram especialistas da Bolívia, Honduras, Chile, Portugal e Argentina no edifício do Campus Virtual da Universidade Nacional de Córdoba (UNC). A atmosfera de cada dia combinou análise, debate e um forte compromisso com a construção de espaços universitários mais justos e respeitadores.
A primeira atividade foi o workshop “Análise e Transformação de Conflitos”, conduzido por Miguel Francisco Jiménez Canido, da Universidade Tecnológica Privada de Santa Cruz, Bolívia. Desde o início, Jiménez apresentou uma premissa simples, mas poderosa: que os conflitos são uma parte natural da vida, e a chave não está em evitá-los, mas em aprender a compreendê-los e transformá-los. A sua explicação sobre a Comunicação Não Violenta (CNV) permitiu aos participantes examinar práticas quotidianas que frequentemente exacerbam tensões, como rotular, impor, julgar e ridicularizar, bem como compreender como uma mudança no nosso estilo de comunicação pode abrir caminho para o diálogo. O workshop foi prático, com estudos de caso reais e exercícios que levaram os participantes a considerar o conflito não como um problema isolado, mas como uma oportunidade para melhorar a convivência institucional.
Mais tarde, teve lugar o workshop “Guia de Boas Práticas para o Fortalecimento da Convivência Universitária”, coordenado por Claudia Bustillo Banegas, da Universidade Nacional Autónoma das Honduras. O foco foi a criação de ambientes seguros e saudáveis nos campi. As discussões abordaram o bem-estar emocional, a necessidade de construir consensos e a importância de fortalecer os laços entre estudantes, docentes e pessoal administrativo. Vários participantes destacaram a utilidade de orientações claras que estabeleçam o rumo e ajudem as ouvidorias universitárias a trabalhar em coordenação com outros departamentos.
A atividade final do dia foi o painel “Ouvidorias Estudantis e Boas Práticas: Experiências e Investigação”, moderado por Ricardo Morales Ulloa (Universidade Pedagógica Nacional Francisco Morazán, Honduras). Julio Torres Hurtado, coordenador da Ouvidoria Estudantil da Pontifícia Universidade Católica do Chile, e Jorge Antonio Ribeiro Pereira, da Universidade da Beira Interior, em Portugal, apresentaram os seus pontos de vista. Ambos partilharam diferentes modelos de provedoria, mas com o mesmo princípio fundamental: garantir que os estudantes têm um local a quem recorrer quando enfrentam dúvidas, conflitos ou situações em que os seus direitos são violados. As suas apresentações mostraram que, embora cada universidade tenha o seu próprio caminho, os desafios são surpreendentemente semelhantes em toda a região.
Ao longo do encontro, ficou claro que as universidades, mesmo as de contextos diferentes, lidam com preocupações muito semelhantes, incluindo como promover um ambiente de aprendizagem positivo, como prevenir conflitos antes que se agravem e como proteger os direitos daqueles que fazem parte das suas comunidades. O diálogo entre países alargou perspetivas e construiu pontes que continuarão a enriquecer o trabalho colaborativo.
As atividades em Córdoba não se limitaram a uma série de workshops; Serviram como um lembrete de que as ouvidorias universitárias podem ser motores de mudança quando construídas com base na escuta ativa, na clareza e no compromisso com a dignidade humana. Com esta edição, o Segundo Encontro de Boas Práticas reafirmou o seu objetivo: promover universidades mais pacíficas e equitativas, mais conscientes do impacto que as suas decisões têm na vida das pessoas que nelas vivem e trabalham.
A cidade de Córdoba viveu uma semana de intenso trabalho focado na convivência universitária e na proteção de direitos. No âmbito do Segundo Intercâmbio de Boas Práticas Europa-América Latina, três atividades académicas reuniram especialistas da Bolívia, Honduras, Chile, Portugal e Argentina no edifício do Campus Virtual da Universidade Nacional de Córdoba (UNC). A atmosfera de cada dia combinou análise, debate e um forte compromisso com a construção de espaços universitários mais justos e respeitadores.
A primeira atividade foi o workshop “Análise e Transformação de Conflitos”, conduzido por Miguel Francisco Jiménez Canido, da Universidade Tecnológica Privada de Santa Cruz, Bolívia. Desde o início, Jiménez apresentou uma premissa simples, mas poderosa: que os conflitos são uma parte natural da vida, e a chave não está em evitá-los, mas em aprender a compreendê-los e transformá-los. A sua explicação sobre a Comunicação Não Violenta (CNV) permitiu aos participantes examinar práticas quotidianas que frequentemente exacerbam tensões, como rotular, impor, julgar e ridicularizar, bem como compreender como uma mudança no nosso estilo de comunicação pode abrir caminho para o diálogo. O workshop foi prático, com estudos de caso reais e exercícios que levaram os participantes a considerar o conflito não como um problema isolado, mas como uma oportunidade para melhorar a convivência institucional.
Mais tarde, teve lugar o workshop “Guia de Boas Práticas para o Fortalecimento da Convivência Universitária”, coordenado por Claudia Bustillo Banegas, da Universidade Nacional Autónoma das Honduras. O foco foi a criação de ambientes seguros e saudáveis nos campi. As discussões abordaram o bem-estar emocional, a necessidade de construir consensos e a importância de fortalecer os laços entre estudantes, docentes e pessoal administrativo. Vários participantes destacaram a utilidade de orientações claras que estabeleçam o rumo e ajudem as ouvidorias universitárias a trabalhar em coordenação com outros departamentos.
A atividade final do dia foi o painel “Ouvidorias Estudantis e Boas Práticas: Experiências e Investigação”, moderado por Ricardo Morales Ulloa (Universidade Pedagógica Nacional Francisco Morazán, Honduras). Julio Torres Hurtado, coordenador da Ouvidoria Estudantil da Pontifícia Universidade Católica do Chile, e Jorge Antonio Ribeiro Pereira, da Universidade da Beira Interior, em Portugal, apresentaram os seus pontos de vista. Ambos partilharam diferentes modelos de provedoria, mas com o mesmo princípio fundamental: garantir que os estudantes têm um local a quem recorrer quando enfrentam dúvidas, conflitos ou situações em que os seus direitos são violados. As suas apresentações mostraram que, embora cada universidade tenha o seu próprio caminho, os desafios são surpreendentemente semelhantes em toda a região.
Ao longo do encontro, ficou claro que as universidades, mesmo as de contextos diferentes, lidam com preocupações muito semelhantes, incluindo como promover um ambiente de aprendizagem positivo, como prevenir conflitos antes que se agravem e como proteger os direitos daqueles que fazem parte das suas comunidades. O diálogo entre países alargou perspetivas e construiu pontes que continuarão a enriquecer o trabalho colaborativo.
As atividades em Córdoba não se limitaram a uma série de workshops; Serviram como um lembrete de que as ouvidorias universitárias podem ser motores de mudança quando construídas com base na escuta ativa, na clareza e no compromisso com a dignidade humana. Com esta edição, o Segundo Encontro de Boas Práticas reafirmou o seu objetivo: promover universidades mais pacíficas e equitativas, mais conscientes do impacto que as suas decisões têm na vida das pessoas que nelas vivem e trabalham.
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